Por Dean Donaldson.
O ano de 2011 e o Carnaval já ficaram
para trás. De agora em diante, temos pela frente dias que prometem ser
intensos para o mundo online. Mas o que realmente vem por aí?
Tenho certeza que no decorrer de 2012 vamos nos deparar com algumas
novidades bastante interessantes. Portanto, reuni uma dezena de
projeções que deverão marcar o ano que apenas começou.
1. HTML 5
Sem sombra de dúvida, a principal
tendência para 2012 será um movimento para abraçar definitivamente o
HTML5, principalmente agora que a Adobe matou o Flash para mobile.
Ainda dando os primeiros passos para atingir um bom padrão de
navegação, os esforços da indústria vão se concentrar na compreensão dos
benefícios do HTML 5 em relação ao Flash.
2. Rich Media para Mobile
Graças ao aumento do tempo gasto na navegação na Internet a partir de dispositivos móveis como smartphones e tablets,
a publicidade deverá explorar novas oportunidades. No entanto, vale uma
ressalva: o mercado deverá distinguir os anúncios padrão em 3G e peças Rich Media para o usuário que fará um download ou estará conectado a uma rede wi-fi.
3. Facebook Apps
A pedra no sapato para o Facebook
deslanchar de vez é dar às marcas mais oportunidades e visibilidade
aos usuários de mobile de sua imensa base de dados. Como a rede social
de Mark Zuckerberg lançou novamente sua oferta para incorporar
aplicativos HTML 5, creio que os anunciantes conseguiram explorar com
mais força seu potencial, uma vez que as agências são capazes de
calcular o aumento da exposição até de marcas consideradas condenadas.
4. Cupons sob medida
As principais discussões a respeito das
atividades baseadas em Marketing de Resposta Direta vão girar em torno
de como dar o próximo passo depois de o usuário clicar na peça
publicitária. Então, quais seriam as melhores maneiras de maximizar a
resposta do consumidor? Anúncios direcionados online, aplicativos móveis para Mídias Sociais e QRs Codes em outdoors
ou na tela de TVs são apenas algumas das opções. As agências vão buscar
tecnologias para movimentar o inventário da publicidade display tentando sempre aproximá-la do funil de compra, mas isso talvez só signifique mais cupons.
5. Social Buzz
6. Marcas como Publishers
Algumas marcas já fazem mais sucesso no Facebook e no Twitter que em mídias tradicionais e até em publishers consagrados.
Por essa razão agências e anunciantes não medirão esforços para manter
os consumidores finais engajados. Espere para ver marcas produzindo
conteúdos exclusivos e procurando por novas maneiras de comercializar
seu próprio inventário.
7. Dupla Projeção
A interação com conteúdos disponíveis
em uma tela próxima a você relacionados à exibição linear de um vídeo em
uma grande tela pública se tornará cada vez mais comum. Esse fenômeno
ganhará proeminência e vai atrair anunciantes a desenvolverem conteúdos
interligados, permitindo uma experiência de marca ainda mais profunda
para as pessoas que optaram por assistir a um vídeo e interagir com ele a
partir de um tablet ou smartphone.
8. Planeta dos TV Apps
Com uma base de consumidores em
constante transformação, que atualmente migra do conteúdo sob demanda
para o conteúdo em movimento, os proprietários de mídia buscam adotar e
monetizar aplicativos para navegadores com os mais diversos conteúdos.
Jornais e revistas ampliam a oferta de aplicativos em grande velocidade.
E, mais recentemente, canais de televisão também começaram a adotar
essa estratégia.
9. Mensuração Cross-Media
Seja na China ou nos Estados Unidos, as
agências já compram alcance combinado através de canais de TV e mídia
online através de um único iGRP (Interior Gateway Routing Protocol).
Por conta dessa nova realidade, as divisões de mídia estão começando a
se despedaçar. Algumas questões sobre metodologia vão dominar as
discussões e serão debatidas incansavelmente. Porém, a necessidade de
consolidação deverá se sobrepor. Espere por compradores de TV e mídia
online se esforçando para aprender cada tipo de linguagem.
10. Marca d’Água de Áudio
Minha principal dica se refere à marca
d’água de áudio. Essa tecnologia não deverá apenas fazer sua estreia em
2012. Acredito que ela vai se tornar a estrela do ano. Saber quem está
em uma sala conectado à TV com um dispositivo móvel via sinais de áudio
de alta frequência, além de desafiar os mecanismos de medição de
audiência, também vai pavimentar o caminho para a criação de novos
anúncios direcionados ao consumidor desejado através de canais de mídia
conectados entre si.
Naturalmente, questões sobre
privacidade vão se transformar em manchetes. Entretanto, o
compartilhamento de conteúdos em redes sociais e a projeção são dois
aspectos que poderão equilibrar a discussão. Tempos interessantes estão
por vir!
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